Garena perde na justiça e é obrigada a reativar conta banida de jogadora brasileira de Free Fire

Uma usuária de Free Fire ganhou na justiça o direito de ter a conta desbloqueada pela Garena. A juíza Larissa Ditzel Cordeiro, da 2ª Vara Cível de Dourados-MS, determinou que a empresa desenvolvedora do jogo deverá reativar a inscrição da usuária.

Além disso, junto ao Google, a Garena precisará arcar com os custos processuais e honorários com advogados, bem como pagar indenização pelos danos morais causados.

A inclusão do Google no processo ocorreu porque a jogadora se conectava no jogo através do seu aparelho de celular android. Na visão da juíza, a empresa também tem responsabilidade, pois disponibiliza o ambiente virtual no qual Free Fire é instalado.

A jogadora teve sua conta bloqueada no dia 19 de maio de 2020 por suposto uso de software ilegal. Na ação, ela menciona ter entrado em contato com a Garena para tentar compreender melhor a situação e saber o que fez para receber um bloqueio na sua conta. No entanto, não obteve nenhuma informação da empresa.

A usuária também alegou que tinha realizado compras na loja virtual e possuía a patente Diamante III no jogo, adquirida após de cerca de 8 horas diárias de dedicação.

Em sua defesa, a Garena ressaltou a gratuidade do jogo e que de acordo com as regras do Free Fire, as compras realizadas na loja virtual não são reembolsáveis. Além disso, a empresa argumentou que jogadora já tinha feito uso dos itens e dos personagens virtuais comprados no jogo, e que teve a sua a conta suspensa por culpa única e exclusivamente dela.

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